terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Feliz...

"Ouvi dizer que tem uma aniversariante por aí? Será que é verdade? Porque pra mim, a Lua pode estar em qualquer lugar...
A minha Lua mora no meu coração e sempre que preciso , que sinto saudade de doer, que quero um abraço, um conselho, uma risada eu sei onde encontrar.
Mas a minha Lua também brilha lá longe, porque tem que fazer mais gente feliz.
Hoje é mesmo um dia especial: Há 25 anos minha melhor amiga nascia! A melhor amiga de todas e há cerca de seis anos eu pude conhecê-la e pegá-la pra mim.
Minha Lua, parabéns pelo seu dia, por seus sonhos, pelas suas vitórias, conquistas, pelos seus textos, pela sua vontade de ir além, pelo seu senso de humor, pela sua amizade, companheirismo, inocência, por você ser assim, Luiza, única, autêntica.
Aproveite seu dia e seu ano, ele começa agora e ele vai ser bom, acredite.
Conte comigo sempre, sempre... Te amo muito, infinito e morro de saudade."
(Naicy Marinello)

Parabéns...
Por bater os pés todas as manhãs, não deixando o desânimo agarrar-se a eles;
Por aprender a falar e não gritar, afinal, quem grita perde a razão,
Por não desistir dos seus sonhos e sim, guardá-los na gaveta, para mais tarde,
Por tentar manter sua palavra ao afirmar “Que não vai mais chorar à toa”,
Por aceitar que é apenas um ser humano, cheio de falhas, defeitos e pontos fracos,
Por encontrar qualidades ao olhar-se no espelho,
Por não deixar a dureza de alguns homens esfriarem seu coração,
Por acreditar que o sol brilha todas as manhãs para pessoas como você,
Por entender que seus amigos são poucos, estão longe, mas são seus...
Por pagar suas promessas,
Por aprender a reconhecer as pequenas dádivas e agradecer por elas todas as noites,
Por adorar fazer anivesários...
Por amar sua família e se for preciso, brigar com o mundo todo por ela,
Por finalmente compreender que as coisas não são do jeito que você quer, mas que com jeitinho, elas se adaptam.
E que sua vida é só sua, e cabe a você torná-la única ou apenas mais uma...
(13/02/2011)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Marília

Sonhei com Marília!
No sonho me despedia de lá, arrumava papéis, bolsas, roupas e demais pertences; Estava numa ladeira e contava com a ajuda de duas meninas, que haviam se mudado pra lá há pouco tempo.
Não sei porquê, mas não consegui ir a última aula, enxerguei a professora triste no corredor, alguns alunos andando rapidamente, algum até me disse: "Ela está assim porque é nossa última aula".
Mas, eu não cheguei à sala, eu me perdi, eu queria ir ao banheiro, mas entrava em várias salas e não o encontrava (não é a primeira vez que sonho estar perdida nos corredores da UNIMAR).
Enfim, acordei nostálgica, pouco antes de acordar eu chorava como uma criança, enquanto conferia minhas coisas na caixa.
Enfim...
Vivi três anos em Marília, os melhores anos da minha vida até agora, lá fiz amigos e melhores amigos, lá conheci a falsidade, a arrogância e a outra face do ser humano. Foi lá que flertei com o amor e com infelicidade do amor não correspondido... Lá senti pela primeir vez a dor e a frieza da solidão.
Não me despedi de Marília, saí de lá em dezembro, após apresentar meu TCC, para me preparar para minha formatura, voltei depois para a colação e para festa, depois fui novamente e não voltei... Não arrumei minhas coisas e senti o vazio do apartamento antigo me invadir, não chorei, não imaginei como seria sem Marília e como Marília seria sem mim...
Senti tudo isso hoje, após meu sonho tão “real” e ainda estou sentindo aquela “dorzinha” com gosto de saudade, que chega sem avisar e que vai me fazer companhia por vários dias.
Sinto falta do ar de Marília, das pessoas despreocupadas e descompromissadas tomando “uma” no Texas, das pessoas preocupadas e compromissadas que andavam pelo campus puxando seus carrinhos enormes (odonto) e livros que pesavam mais que elas; sinto falta dos almoços de simplicidade única da Juliane, dos churrakers, das aventuras no mundo fast-food, das festas pra lá de agitadas com o Cássio, das conversas regadas a pizza do bar do Adolfo com o Fer, das aventuras da madrugada, até a loja de conveniência, à procura de leite condensado com a Ana Flávia, da balada a pé com a Thaís e seu indefectível cabelo selvagem, a noite de descobertas da dinastia “Reis” na cachaçaria, das noites de muito ou pouco sono com coca-cola, café ou simplesmente o conforto que nossas palavras traziam a nossos corações às vezes tão vazio, dos passeios de roupão, pijama e guarda-chuva, do aniversário cor-de-rosa no Chinelão, das garimpadas pela Paulistana, Torra-Torra e Riachuelo... Na, o que faço sem as nossas conversas mudas que sempre diziam tudo?
Hoje me sinto assim, em paz, me despedi da fonte de alegria, sensações e acontecimentos únicos que me acolheu durante três anos. Lembrar de tudo isso com saudade, com carinho é uma certeza imensurável; É estar em paz com a vida e com a missão que me foi dada.
É sentir-se mais que completa, talvez privilegiada ou simplesmente confirmar mais essa verdade: Que nessa época era feliz e já sábia...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Uma conversa à toa sobre a vida

Então é assim que a vida faz? Já diria o Lulu, com toda sua alegria contagiante e seu sorriso mágico que não sai do rosto.
É assim, diariamente, como respirar... Natural. E só perceber depois das coisas não darem certo que não se levantou com o pé direito.
Assim tem sido: Sol preguiçoso, ventinho frio, chuva, sol escaldante, calor, chuva, sol indo embora, noite caindo, céu estralado, chuva... Um ciclo. E assim foi-se janeiro, com seus longos dias.
Uma passada rápida pelas resoluções de ano novo: Primeira: Para de roer unha, vamos pra próxima; Segunda: Ganhar e guardar dinheiro, podemos voltar pra primeira?
Esquecer os ressentimentos, o que não deu certo, deixar que o que faz realmente mal vá embora. Mas e aquela vontade mais forte, de guardar aquele ressentimentozinho bem lá no fundo, com a certeza de que ele estará lá, só pra você lembrar dele de vez em quando?
E a sensação de chegar sempre tarde? Não conseguir ignorar a chuva quando a vontade é de se deitar na terra e sentir os pingos tocarem o corpo. (Este é um segredo, por favor, não espalhem).
Mais ou menos assim: O filme acaba, sobem os créditos, acendem as luzes do cinema e ela continua lá, sentada, embasbacada, na espera de que mais alguma coisa aconteça e que uma explicação qualquer (de um âmbito coerente) dê o mínimo de sentido ao que foi contado.
Ou a sensação que vem sempre antes do sono: Ela na estação acenando com um lencinho branco para alguém que está partindo no trem. A vida é assim... Sem respostas (rápidas).
Três passos para frente, nem precisa bater na porta. É só respirar fundo... Esforçar-se... Não olhar pra trás...
1, 2, 3... Gravando.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Querido Deus

Hoje não aguentei e chorei...
Eu dormi bem, acordei bem, mas de repente me bateu aquela solidão, aquela sensação de desespero, de estar sobrando no mundo, de ser apenas um peso a mais e por isso chorei... Chorei de apertar olhos, de sentir as lágrimas lavando o rosto, lavando a alma.
Olhei agora para escrivaninha, e bem pertinho do computador tem vários pontinhos das lágrimas secas... Lágrimas são assim, aliviam, mas secam.
E logo eu que prometi não chorar em 2011...
Lembrei-me de quando era criança e fiquei acordada porque queria ver o ano novo, do momento que minha mãe disse: Pronto, é o ano novo e eu fiquei desapontada porque não tinha visto nada. Lembrei também de uma história em quadrinhos do Chico Bento, que ele faz milhões de artimanhas para não dormir na virada, como tomar várias garrafas de café, mas na hora que o ano “chegou” ele também se decepcionou porque o “pessoal fez tanta barulheira que ele acabou não vendo nada”.
Eu me vesti de branco, brindei com champanhe, comi lentinhas, tudo bem, esqueci das uvas (mas não deve ser isso) e não pulei as sete onde porque moro há 400 quilômetros da praia, mas, olhei os fogos, abracei quem eu amo e agradeci por poder estar ali, vendo mais um ano nascer, Agradeci mesmo... Então, o que está dando errado?
Chorar alivia, mas acostuma... Preenche, mas cala!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Lily e Roberto

Ontem, neste mesmo horário deixava este mundo, aos 89 anos de idade Dona Lily Marinho.
Instantaneamente tal notícia me chamou atenção,já que Dona Lily era esposa de Roberto Marinho, jornalista e fundador das Organizações Globo.
Admiro muitas mulheres que fizeram e fazem parte da história de nosso país, dentre eles Rachel de Queiroz, Zélia Gattai, Marina Silva, Zilda Arns e Dona Lily Marinho, que apesar de ser nascida na França, adotou o Brasil como pátria amada.
Mas, na verdade, gosto mesmo de escrever sobre histórias de amor, a minha predileta é, a dos também já saudosos Dorival Caymmi e Stella Maris. Porém, hoje de manhã, enquanto lia as notícias do dia tomei conhecimento da história de Lily e Roberto.
Primeiramente Lily foi casada com um Fazendeiro, teve um filho que faleceu precocemente num acidente automobilístico e, aconselhada pela a ex-primeira dama, Sara Kubitschek (uma mulher também notável) adotou um filho, João Batista, que lhe presenteou mais tarde com quatro netos. Acredito que depois de gerar, o ato de criar um filho como se fosse seu, é um gesto sublime e heróico – Só uma pessoa com uma incrível capacidade de amar é capaz deste gesto.
Enfim, Dona Lily e Doutor Roberto se conheceram na década de 40. Ele se apaixonou à primeira vista, mas conteve seu amor pelo fato dela se casada e manteve-se assim por um longo tempo, já que o primeiro casamento de Dona Lily durou 46 anos.
Apaixonados, Roberto e Lily casaram-se em 1991, 50 anos mais tarde, ela com 70 anos de idade e ele com 86. Na ocasião do reencontro dos dois, o jornalista dizia se lembrar de como ela estava vestida quando se encontraram pela primeira vez. Uma história de muito amor, cumplicidade e respeito que durou até a morte dele, em 2004.
Os dois foram figuras marcantes do amor maduro e duradouro, do famoso e inúmeras vezes citado “Amor paciente e benigno”.
Uma história que chamou a atenção, e que é transmitida por uma pessoa comum, que acredita e deseja que mais histórias como essa aconteçam e perdurem pela eternidade.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Morte

Luis Felipe tinha 3 anos quando seu avô, também chamado Felipe adoeceu. O diagnóstico fora certeiro e não tinha muito a ser feito.
O pequeno Felipe se entristeceu muito quando começou a ouvir falar que seu avô iria morrer e por isso foi conversar com o pai:
- Pai, o vô Felipe vai morrer?
E o pai com toda paciência começou a explicar:
- Vai Felipe, o vô está doente e vai morrer, vai descansar lá no céu...
Luis Felipe começou a chorar, o pai tentou acalmá-lo. Porém, as perguntas não pararam por aí:
- Pai, e o vô Álvaro, ele também vai morrer?
- Vai Felipe, mas não agora, um dia o vô Álvaro vai ficar bem velhinho e cansado, e vai morrer...
Felipe chorou mais um pouco pensando no outro avô e ainda aos prantos, continuou com as perguntas:
- Pai, e você, vai morrer?
- Vou Felipe, um dia o pai também vai morrer, vai ficar velhinho e também vai pro céu.
Nisso, João Vitor, o irmão mais de velho de Luis Felipe, de 11 anos, cansado do lenga lenga resolveu se meter na conversa:
-Ah, Felipe, até eu vou morrer!
E o Felipe, que não tinha gostado nada da interrupção do irmão foi direto:
- Então porque não morre logo!


Luis Henrique, irmão mais novo de Luis Felipe, citado na passagem acima é do tipo de criança atenta, que não perde nenhum detalhe, assim como o irmão, vive de olho em tudo que acontece ao seu redor, principalmente em quem morre ao seu redor.
No meio do ano de 2010, faleceu seu vizinho, Zé Marcondes, com quem ele tinha bastante afeição. Ele acompanhou todo o processo (velório e enterro) sempre atento, principalmente à esposa do Zé Marcondes, a Fátima:
Passado alguns dias, Henrique foi até a casa da vó Suely e começou a lhe contar sobre todos os defuntos que ele já tinha ouvido falar:
- Vó – começou o pequeno – O vô Felipe morreu!
- É Henrique, o vô Felipe morreu, né, coitado!
- A Corina também morreu! (Explicação rápida: Corina era uma vizinha da família, falecida há uns 2 anos).
- Morreu também, né Henrique.
- O Tatu também morreu! (Explicação rápida 2: Tatu era um rapaz que faleceu e que os dois irmãos fizeram questão de acompanhar o velório).
A avó não disse nada, apenas continuou acompanhando o raciocínio do pequeno:
- O Zé Marcondes morreu e a Fátima... – Nesse ponto ele parou a conversa e olhou para a avó:
- A Fátima não morreu, Henrique – Completou Dona Suely.
- A Fátima não morreu, mas vai morrer! E vai deixar a churrasqueira dela pra gente.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Talvez se você mudar, eu não te ame mais

Talvez não veja mais graça em acordar todas as manhãs e não tropeçar no seu chinelo, ou no tênis que você colocou apenas um pé debaixo da cama (se teve o trabalho de colocar um, porque não colocou logo os dois).
E aquelas chuteiras fedidas que você insiste em usar todas as terça-feiras quando diz que tem futebol antes daquela cervejada com costela.
Como diria Gonzaguinha (eu e meu saudosismo, mais uma vez) “... São tantas coisinhas miúdas, roendo, comendo, arrasando aos poucos o nosso ideal”. Algumas chegam até mesmo a ser engraçadas, como você não conseguir entender como duas horas no salão de beleza me fazem uma nova mulher, que fazer pé e mão e uma boa escova no cabelo é tão importante quanto seu time ganhar o Brasileirão.
Sim algumas coisas são de estrita importância pra mim, como Paula Toller (a Diva) na minha Playlist, mesmo você repetindo todas as vezes que ela desafina, que ela dorme todas as noites no formol, que ela destruiu a amizade entre o Leoni e o Hebert Viana (Meu Deus, de onde você tira essas idéias?) e que as músicas dela que eu gosto são mais velhas que eu (Embora eu me sinta levemente honrada com essa afirmação: Toda mulher gosta de se sentir mais jovem, mesmo antes dos 30).
Embora o som que eu goste seja de velho, as roupas que eu gosto sejam de velha (o que tem demais não usar saia acima do joelho? Não estou no “Esquadrão da Moda” – Ai se alguém me inscrever naquilo...) os lugares que eu gosto de freqüentar sejam aqueles com música ambiente, pouca gente e ninguém do lado enchendo o saco para que eu apague o cigarro (ainda mais agora com essa lei anti-fumo)...
Ah, vou aproveitar pra confessar que menti: Não parei de fumar! Todas as vezes que saio com as meninas (não só aquelas que você não gosta, mas aquelas que você gosta também, incluindo sua irmã mais nova) eu fumo e não entendo como você, o senhor “Sinto cheiro de cigarro a quilômetros” não percebe... Ou talvez você perceba e não diga nada, porque essas “coisinhas miúdas” não te incomodam. Esse seu jeito de não se incomodar por pouca coisa me irrita, e gera uma ponta de inveja também... Às vezes eu queria ser assim como você, mas só às vezes.
Voltando a questão de comportamento incompatível com a idade, embora todas essas coisas e as manias de velha como organizar as roupas por cores, os vestidos por tamanho e as sandálias por altura do salto e ter aquele gato gordo que só come e dorme e no meu apartamento, em momentos como esse, em que estou sentada na cadeira que range, olhando pra janela grande (que, diga-se de passagem, está precisando ser lavada) eu me sinto como uma criança, fazendo desenho com o lápis de cor e estou rindo de mim mesma, desta carta, porque daqui a pouco você chega, cansado, e ao mesmo tempo em que quer falar sobre os problemas do trabalho, não quer falar, pois está tentando aprender a deixar os problemas do trabalho no trabalho; E eu estarei aqui esperando, sorrindo, prepararei um capuccino bem forte e espumante pra você.
Talvez você tome um banho e juntos iremos ver TV até adormecermos, ou iremos para o quarto e faremos amor até cansarmos, ou simplesmente deitaremos um de frente para o outro e falaremos sobre o futuro... Não sei direito como será, só sei que quero estar aqui, te esperando.
Com amor...